terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Aprendendo a dizer não...


Quando Angela tinha apenas dois ou três anos, seus pais a ensinaram a nunca dizer NÃO.

Ela devia concordar com tudo o que eles falassem, pois, do contrário, era uma palmada e cama.
Assim, Angela tornou-se uma criança dócil, obediente, que nunca se zangava. Repartia suas coisas com os outros, era responsável, não brigava, obedecia a todas as regras, e para ela os pais estavam sempre certos.


A maioria dos professores valorizava muito essas qualidades, porém os mais sensíveis se perguntavam como Angela se sentia por dentro.


Ângela cresceu cercada de amigos que gostavam dela por causa da sua meiguice e de sua extrema prestatividade: mesmo que tivesse algum problema, ela nunca se recusava a ajudar os outros.


Aos trinta e três anos, Angela estava casada com um advogado e vivia com sua família numa casa confortável. Tinha dois lindos filhos e, quando alguém lhe perguntava como se sentia, ela sempre respondia: "Está tudo bem."


Mas, numa noite de Inverno, perto do Natal, Ângela não conseguia dormir, na sua cabeça giravam terríveis pensamentos. De repente, sem saber o motivo, ela se surpreendeu desejando com tal intensidade que sua vida acabasse, que chegou a pedir a Deus que a levasse.


Então ela ouviu, vinda do fundo do seu coração, uma voz serena que, baixinho, disse apenas uma palavra: NÃO.


Naquele momento, Ângela soube exactamente o que devia fazer. E eis o que ela passou a dizer àqueles a quem mais amava:


Não, não quero.
Não, não concordo.
Não, faça você.
Não, isso não serve pra mim.
Não, eu quero outra coisa.
Não, isso doeu muito.
Não, estou cansada.
Não, estou ocupada.
Não, prefiro outra coisa.

A sua família sofreu um impacto, os seus amigos reagiram com surpresa.

Ângela era outra pessoa, notava-se isso nos seus olhos, na sua postura, na forma serena mas afirmativa com que passou a expressar o seu desejo.
Levou tempo para que Ângela incorporasse o direito de dizer NÃO à sua vida.

Mas a mudança que se operou nela contagiou a sua família e os seus amigos.

O marido, a princípio chocado, foi descobrindo na sua mulher uma pessoa interessante, original, e não uma mera extensão dele mesmo.

Os filhos passaram a aprender com a mãe o direito do próprio desejo.

E os amigos que de facto a amavam, embora muitas vezes desconcertados, se alegraram com a transformação.
À medida que Ângela se foi tornando mais capaz de dizer NÃO, as mudanças ampliaram-se.


Agora ela tem muito mais consciência de si mesma, dos seus sentimentos, talentos, necessidades e objetivos.

Trabalha, administra o seu próprio dinheiro, e nas eleições escolhe os seus candidatos.
Muitas vezes ela fala com seus filhos:

"Cada pessoa é diferente das outras e é bom a gente descobrir como cada um é. O importante é dizer o que você quer e ouvir o desejo do outro, dizer a sua opinião e ouvir o que o outro acha. Só assim podemos aprender e crescer. Só assim podemos ser felizes."


É importante na vida...saber dizer não!

Saber qual o momento certo de começarmos a cuidar de nós próprios e isto não significa "olhar somente para o nosso próprio umbigo!" Nada disso!

Significa, que a Vida é demasiado curta, para nos chatearmos com aquilo e com quem não merece!!!

Eleva-nos a auto-estima e faz-nos sentir melhores e mais felizes!!!


E como tenho dito: A vida são dois dias, e o Carnaval três...por isso divirtam-se, amem-se e amem!!


Sejam felizes!!!


Beijinhos*D&L"

2 comentários:

Lúcia disse...

oh és um querida :) beijinho emuita sorte :)

Rak disse...

Linda como isso e verdade, só sabe deus como algumas pessoas precisam de aprender a dizer não, até eu já passei por isso. É uma luta constante para aprender =)
Beijinhos *hugs*

Frase do Dia

Talvez Deus queira que tu ao longo da vida conheças muitas pessoas falsas, para que quando encontres as verdadeiras, as saibas estimar e dar graças por elas

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